Psicanálise e outras coisas

16

de
março

Hospitais Psiquiátricos

Hospitais psiquiatricos…vamos derrubá-los?

Sei que estou entrando numa área complicada, que tem a ver com a psiquiatria, a psicanálise, a economia e a política. Provavelmente o que vou dizer poderá não estar sendo politicamente correto. Mas, chegou a hora de abordar essa questão: devem os hospitais psiquiátricos ser fechados?
Será que devemos sair por aí com picaretas na mão derrubando os nossos hospitais psiquiátricos, como o Basaglia, aparentemente, faz numa província da Itália? Para os que não o conhecem, o psiquiatra Franco Basaglia se tornou o guru dos idealistas e reformistas fiscais brasileiros quando esteve aqui com a bandeira da libertação dos pacientes mentais hospitalizados, dando-lhes acesso à plena cidadania e tornando-os senhores dos seus destinos. Quem se atreve a questionar tal movimento, teoricamente tão nobre, rotulado de “Luta antimanicomial” e apoiado até pelo nosso Ministério da Saúde? Claro, claro, se todos os pacientes mentais com doenças graves fossem saudáveis e assumissem suas cidadanias e responsabilidades, as despesas com os hospitais psiquiátricos certamente não seriam necessárias…
Essa desospitalização já havia acontecido em outros países.  Nos Estados Unidos, por exemplo, com Ronald Reagan isso virou um escândalo com milhares de pacientes com desordens mentais graves e incapacitantes tendo “alta” hospitalar para se tornarem sem lares nas comunidades, sem tratamentos e frequentemente vítimas indefesas dos cidadãos considerados sãos. Claro que isso gerou grande economia para o governo. Hoje muitos deles se acumulam em prisões porque elas custam menos do que os hospitais…
Via de regra, em todos os países, esses pacientes “libertados” não oferecem perigos a terceiros, mas frequentemente os terceiros é que são perigosos para eles, que não sabem se defender. Favor não me acusarem de estar sendo paternalista.
Mas esse movimento brasileiro de desospitalização não chegou via Estados Unidos. As experiências norte-americanas nunca chegam bem no Brasil, parte por causa dos preconceitos e parte por causa da língua inglesa. Como vimos acima, ele chegou via França e Itália, com Foucault e Basaglia, que impressionaram muito a nossa juventude idealista sedenta de conhecimentos com suas visões da problemática social e pessoal causada pelas desordens mentais.
Vejo dois hospitais psiquiátricos públicos e pelo menos três particulares em Belo Horizonte. Apesar de o movimento de desospitalização já estar presente há algum tempo, eles permanecem mais ou menos cheios, a despeito de todos os empecilhos colocados para impedir a internação de novos pacientes e dos grandes esforços para “libertá-los”. O que estou enfatizando é que, apesar desse movimento, na prática os hospitais continuam a desempenhar as suas funções, a despeito de, teoricamente, não serem considerados necessários. Um fenômeno meio esquizofrênico: não creio em fantasmas, mas que eles existem, existem…

Podemos entender a origem desse movimento antimanicomial porque no passado os hospitais psiquiátricos foram ficando cada vez maiores, manicômios imensos, depósitos de pacientes com um mínimo de atendimento num sistema de saúde mental que se centrava neles. Não existiam programas de atendimento preventivo e curativo na comunidade. Assim, estabeleceram-se portas rotativas onde o paciente em crise era internado e os que tinham alta voltavam para a mesma situação de onde saíram, sem um acompanhamento eficaz.
Sem dúvida, sabemos que quanto melhor for o atendimento comunitário, com programas e residências supervisionadas, menor será a necessidade das internações. Assim, fica fácil justificar e apoiar o movimento de desospitalização. Tirar o hospital psiquiátrico, especialmente os grandes manicômios, do centro de atendimento aos doentes mentais e transferir esse centro para os programas comunitários onde a maioria dos pacientes pode ser atendida adequadamente.
Mas, o inferno está cheio de gente com ótimas intenções. Ao transferir o centro do atendimento para a comunidade, os responsáveis pelo nosso sistema de saúde mental acabaram jogando o bebê fora, junto com a água do banho. Inicialmente os jovens idealistas e os reformistas fiscais se aliaram, achando por bem fechar os hospitais por decreto (melhor do que o Basaglia com as picaretas) e acabaram se convencendo que, de fato, todos os pacientes, sem exceção, podem exercer a cidadania plena e ser atendidos em programas comunitários, sem a necessidade de hospitalização. Reparem que eu grifei o “todos”, pois é aí que reside o problema: a ideologia passando por cima da realidade, às vezes com grande sofrimento para os doentes mentais graves e seus familiares.
É nesse ponto que começa a controvérsia e aparece a pergunta incômoda. Realmente seria possível acabar com os hospitais psiquiátricos com o grau atual de nossos conhecimentos? Será que ainda existe um lugar, mesmo que muito mais limitado, para um bom hospital psiquiátrico na rede de atendimentos aos pacientes mentais públicos e particulares? Esta é a pergunta que se recusa a ir embora, apesar dos que “acreditam” que o hospital psiquiátrico não é mais necessário. A palavra certa é mesmo: acreditam. Pior ainda, os reformistas fiscais que estavam contando em economizar dinheiro com o fechamento dos hospitais tiveram uma grande surpresa, porque um bom atendimento na comunidade ficará sempre mais caro do que o atendimento nos hospitais.
Antes de terminar, é preciso esclarecer como pensamos um hospital psiquiátrico adequado. Irei tentar descrever como eu imagino um bom hospital psiquiátrico para em seguida falar dos pacientes que – a meu ver – ainda necessitam de tal atendimento num determinado momento do seu tratamento.
Esse bom hospital deve ser limitado em tamanho. Digamos no máximo 50 leitos divididos em serviços autônomos. Em primeiro lugar, uma planta física que deve ser acolhedora, a mais próxima possível do ambiente onde o paciente estava vivendo antes da hospitalização. Logo em seguida aparece a questão administrativa. Em termos mais simples, ela se relaciona com a questão da liberdade/responsabilidade. Trocando em miúdos, o que o paciente comprometido no seu funcionamento mental pode ou não fazer dentro e fora do hospital. Alguém tem de decidir isso diariamente à medida que as necessidades e desejos aparecem. Esse ponto é o mais sensível para os que acham que os pacientes mentais graves devem ser “livres”. Acho que não entendem que a liberdade pode ser cruel para as pessoas incapacitadas pela desordem mental. Mas já sei. Poderão dizer que estou infantilizando o paciente mental, que não é uma criança e sim um cidadão adulto competente.
Além dessa questão “administrativo-clínica” dos limites, é sempre necessário que alguém fique próximo do paciente tentando ajudá-lo a compreender o que se passa com ele. Vamos chamar isso de psicoterapia. Em certos hospitais a administração clínica e a psicoterapia são exercidas pelo mesmo profissional. Em outros ha uma divisão e certos profissionais cuidam da administração, enquanto outros fazem a psicoterapia.  Além disso, o ambiente terapêutico onde os pacientes residem deve ser construído de maneiras a maximizar as suas recuperações, e um bom programa de atividades clínicas deve estar presente na vida diária de cada paciente.
É da maior importância que exista uma boa comunicação e cooperação entre as equipes hospitalares e comunitárias, especialmente no momento da internação e da alta do paciente. Essa continuidade evitará recaídas desnecessárias e até riscos sérios ao bem- estar do paciente e de sua família. A ideia simplória de pagar as famílias para que aceitem seus membros/pacientes de volta para casa realmente nem sempre faz sentido porque não leva em conta as dificuldades interpessoais que podem surgir entre os pacientes e suas famílias. Às vezes isso é um convite ao desastre…
Posso pensar alguns benefícios de um bom hospital psiquiátrico a curto, médio e longo tempo.
Em curto prazo, o hospital psiquiátrico pode ser um local para atendimento de crises de de curta duração. Nesse cenário o paciente terá atendimento vinte e quatro horas por dia, será observado, o psiquiatra poderá tentar possíveis remédios sob supervisão, e tanto o paciente como sua família (em muitos casos) terão um descanso. As enfermarias psiquiátricas em hospitais gerais podem muito bem desempenhar essa função. Vamos imaginar que esse atendimento, em média, possa durar até um mês.
Existem os pacientes que necessitam de um tempo maior no hospital, não só por causa de uma psicopatologia mais severa, mas também porque será necessário um maior cuidado no planejamento da alta de maneiras a minimizar uma possível recaída. Tal hospital deverá ter mais programas e maior espaço que as enfermarias psiquiátricas em hospitais gerais. Por exemplo, um programa mais elaborado de atividades terapêuticas, um trabalho mais prolongado com as famílias e um planejamento mais cuidadoso de alta. Vamos imaginar que essas hospitalizações, a médio prazo, possam durar entre um e três meses.
Agora chegamos aos pacientes tão incapacitados por doenças mentais graves e crônicas que provavelmente deverão ficar no hospital por longo prazo. Esse hospital até certo ponto poderá servir de um asilo, no bom sentido de proteger o paciente do mundo dito sano lá fora. Alguns desses hospitais poderão existir em cenários rurais, tipo fazendas, onde os pacientes poderão viver com apoio e supervisão, sem as pressões que não conseguem tolerar, inclusive as pressões advindas de expectativas de ficarem bons. Claro que não podemos colocar limite em termos do que cada paciente é capaz de superar na direção da saúde mental, mas para certos pacientes, grandes expectativas terapêuticas podem funcionar como estresses intoleráveis. Muitos deles, crônicos, cansados, desapontados, machucados com o contato com os outros, poderão estar prontos para se aposentarem num ambiente sem muita pressão, onde possam viver suas vidas ainda com alguma tranquilidade e dignidade.
Para terminar, devemos imaginar esses hospitais como parte da rede de atendimentos aos doentes mentais. Vocês podem perceber que não estou polarizando o atendimento em comunitário versus hospitalar e que não estou colocando nem os atendimentos comunitários e nem os hospitalares no centro do sistema. Estou colocando o que mais nos interessa no centro: o bem estar do paciente.
Mais ou menos por aí…
Márcio V.Pinheiro-wefp.bh@terra.com.br

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12 Comentários »

  1. Comentário por sonia — 30 de abril de 2009 (20:33)

    trabalho em uma residencia terapeutica ha 4 anos.
    o projeto so e bonito no papel,na pratica ele nao funciona…sao 1 plantonista para cada 12hs,com o salario de 550 com descontos vai pra 498.A gente cuida de 12 pc,o cuidador tem desvio de funçao ,ele tem que lavar passar arumar casa,levar eles no medico,adm medicaçao,fazer compras,sacolao,receber o pagamento deles,e quando ten algum paciente acamado,,o cuidador tem que se virar sozinho,,,a empresa nao manda ninguem,,,,as coordenadora que sao as terapeutas,so aparece de vez e quando,quem carega a residencia terapeutica nas costa sao os cuidadores,no hospital todos sabem qual e a higiene deles !!!!!!!!!tem morador que anda nuuuu,nessa residencias sao homens e mulheres,,,eles matem relaçoes sexuais,,,se agride entre si e muitas vezes e preciso parar no pronto socorro,,e a porcariada que eles arrumam vcs sabiam que nos cuidadores nao recebemos salubridade,,so cobranças,,,
    eu gostaria de saber se o nosso prefeito esta sabendo que o dinheiro que vai para o projeto e na maioria das vezes desviados pelos grandes que a prefeitura contratou.

  2. Comentário por sonia — 30 de abril de 2009 (20:53)

    vcs sabiam que uma pessoa considerada sam!!!!!so pode cuidar de 2 a 4 pacientes mentais imaginam 1 cuidador para 12 pacientes,e vc ter que resolver as coisa tudo sozinha ,,que projeto e esse que eles criaram que nao tem fiscalizaçao,,,e um projeto muito caro para a prefeitura,,,,mas se reunir os cuidadores e ir ate ha emprensa e contar tudo que acontece nessas residencias terapeutica vcs podem ter certeza o projeto acaba ou ele vai mudar de vez,,,,vcs conhece a famosa diretora da secretaria de saude mentel,,,,MIRIAM BUCHI…..
    o prefeito precisa ver como ela coordenea o projeto e como ela trata os cuidadores,tratam a gente como se nao fossemos nada,,,somos mesmo que merda,,,nao da um salario prescrito pela lei,nao paga horas extras,nao libera nossa salubridae que por lei temos direito por lei..gostaria que o nosso prefeito MARCIO LARCERDA lece este comenterio,aaaaa se o cuidador fala-se BH iri tremer.a maoiria precisa do emprego porem se mantem como sou sego surdo e mudo,e ai o que vcs gostariam de saber????

  3. Comentário por paulo — 30 de abril de 2009 (21:24)

    Eu conheço um amigo que trabalhou na residencia terapeutica a mais de 5 anos,concordo prenamente com a moça que fez um brilhoso comentario.
    nessa casas acontece coisas abisurda,sao pequenas casas que eles tranformaram em residencia terapeutica,residencias naoooo,pequenos hospicio.
    Nao tem funcionario suficiente para cuidar deles,e so umcuidador pra cuidar de varios pacientes,entao vcs imaginam por ai como funciona estas casas.
    tem paciente que nao tem estrutura para estar no lugar desse,sao agrecivos,eles liberam eles para sair,muito deles sao viciados em drogas e bebidas,ali eles chegam bebados fora os trantornos que os cuidadores ja passaram com traficantes na porta da residencia cobrando dividas de drogas sera que as nossas altoridades sabem disso?
    E as cuidadoras gestante tem que se virar sozinha dentro dessas casas,a empresa contratada nao manda ninguem para ajuda-las.E quando tem pacientes acamados!!!!! e ai quem ajuda?
    Esses pacientes nao fazem nada,eles mandam eles pro centro de convivencia,e na maioria da vez de 12 so 1 frequenta e ai residencia terapeutica!!!!!!!!!!!
    QUE IPOCREZIA!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Comentário por eduarda — 30 de abril de 2009 (22:10)

    E ai colegas temos que fazer com que as pessoas conheçam melhor este projeto desospitalizaçao.
    Tem coisas que funciona no projeto,mas tem coisa que so DEUS.Vcs imaginem eles estao saindo dos hospitais e caindo na maos de pessoas que nao tem esperiencia alguma com pacientes de saude mental.Si e 1 cuidador para fazer tudo sozinho,como esses cuidadores vao ter tempo para cuidar de 12, imagina a mente desses cuidadores depois de um plantao de 12 hs,eles criaram o projeto pensando no bem estar do paciente e esqueceu que para este tratamento funcionar tem quer ter pessoas bem preparadas psicologicamente ,eles dao um curso de cuidador fulero e so falam do pc e nao encina nada que o cuidador precisa de saber para cuidar bem do paciente.
    E quando e visita medica ou de familiares,as coordenadoras manda arrumar eles direito,da uma faxina na casa e proibi o cuidador de falar qualquer coisa quem comprometa o projeto,ai a vizita chega e acha tudo bonitinho.pura farça!!!
    Os medicos dos postos de saude acham um abisurdo ter so 1 funcionario para cuidar de tantos pc,e quando tem consulta a cuidadora sai da casa e deixa os outros sozinho na casa ,eles bringam entre eles,transam,muitos vizinhos ja denunciarm essas casas por causa da bagunça,do barulho dos gritos de muito deles,fora o mau cheiro que tem essas residencias.EEEEEEE DR Marcio com todo respeito vcs precisam conhecer este projeto de perto e procurar dealogar mais com cuidadores e ver com as altoridades uma reuniao so com cuidadores ai vcs sim vao saber si valeu a pena ter criado este projeto!!!!

  5. Comentário por fatima — 2 de maio de 2009 (14:46)

    caros colegas!!
    Sei que e dificil quando se trata de pc saude mental.
    Mas sei tambem que tudo funciona quando tem fiscalizaçao e pessoas capazes para administrar residencias terapeuticas.Nao e facil retornar pra sociedade por que sabemos como nosso mundo e preconceituoso.
    Mas sabemos que muitos desses pacientes nao tem condiçoes de participar desse projeto de deszospitalizaçao.
    As altoridades nao tem a noçao do que acontece dentro dessas casas.
    E uma bagunça total!!
    As maiorias dos cuidadores nao tem esperiencia alguma para estar lidando com esssa pessoas,si falta algum plantonista por motivo de doença,a empresa nao tem ninguem disponivel para mandar ficar no lugar.
    na maioria das vezes os proprios cuidadores e que tem que providenciar alguma pessoa conhecida para colocar no lugar,qualquer pessoa ,ocorre muitos roubos dentro destas casas,de beneficos dos proprios pacientes.Se a correjodoria pesquisar nas contas bancarias vai saber do que eu estou falando.
    Todos no projeto tem medo da famosa dra Miriam Abuid que e responsavel pelo projeto……
    Tratam todos que procura denunciar,roubos,agreçoes,todo tipo de reclamaçao que va comprometer o projeto,ela nao escuta e poe pra correr da secretaria.
    Se nos cuidadores estamos denunciando e porque somos a classe mais baixa,queremos nao so os nossos direitos ,mas tb queremos o bem estas dessas pessoas que sofreram tantos anos dentro desses hp psiquiatricos.
    Aprendemos a gostar deles afinal com tantos erros que acontece no projeto,nos cuidadores somos os que deveriamos ter a oportunidade de falar perantes as nossas altoridades,sera que devemos tirar fotos,filmar,e levar ate alguma emissora de televisao,sera que nao tem ninguem que nao quer enchergar o que esta acontecendo com esses pacientes tao sofridos de BH,

  6. Comentário por fatima — 2 de maio de 2009 (15:04)

    Gostaria de esclarecer que nosso prefeito acaba-se com essas ongs que falam que administra as residencias terapeuticas,mas dentros das casa e o cuidador e quem faz tudo,somos nos que administramaos na maioria das vezes coisas que e da ossada da ong.essas ongs so querem as notas fiscais,mas correr atras daquilo que e de suas obrigaçoes nao,as coordenadoras que sao contratadas tambem so da ordem e atrapalha o trabalho feito pelos cuidadores,elas nao fazem nada aparecem de vez enquando,
    Eu gostaria de saber uma coisa nao sao terapeutas e por que nao trabalha dentro da casa com os pacientes.
    HAAAAAA mas na hora de receber o pagamento elas estao la sao as primeira a receber.
    ganham bem e nao fazem nada,quem faz e o cuidador!!
    E o cuidador quem resolvem as coisas no banco,na secretaria,no cersam,no posto de saude,nos hospitais,no supermercado,no sacolao,no açougue,em tudo e ai .Como nos cuidadores temos tempos para cuidar ,porque a nossa funçao e cuidar!!
    Somos esplorados isto sim!!!

  7. Comentário por joao — 2 de maio de 2009 (15:15)

    E Fatima resolvi denunciar tb!
    OOO DR Marcio sera que nao tem ninguem que possa nos representar perantes as altoridades.
    Nos cuidadores estamos cançados de ser humilhados,desvalorizados,e estamos com um indisse muito alto de estress,estamos cançado de tanta carga ,de tanta responsabilidade dentro dessas casas,a falta de humanidade que acontece dentro das residencias terapeuticas.
    Essa casa deveriam ser fiscalizadas de perto por profissionais serios,que va saber defender e cobrar daqueles que nao cumpri a lei.
    Nos cuidadores estamos preocupados com o futuro dessas pessoas,porque se o projeto acabar o que sera deles??
    agradeço desde ja pele oportunidade de poder desabafar!

  8. Comentário por francisca — 3 de maio de 2009 (15:34)

    Sou funcionaria de uma das residencia terapeutica de BH.
    Realmente as altoridades nao estao a par do que acontece dentro destas casas
    A um grande desrespeito com o ser humano,paciente e cuidador,nos cuidador na realidade nao temos tempo de cuidar deles,porque a carga de responsabilidade que sao das coordenadora somos nos que carregamos,tem que aver mudanças no projeto.
    So um cuidador a cada 12 hs nao funciona,funciona na cabeça da empresa e de quem criou o projeto mas nos sabemos que nao funciona,tem paciente que da tanto trabalho ,que eu penso ..gente este morador nao pode sair na rua por que e um perigo pra sociedade,ou ate mesmo nos agredir,nos cuidadores corremos na maioria das vezes risco de vida e de serias ontaminaçoes por que a maioria deles nao gostao de tomar banho,eles escaram pela casa toda ,urinam no chao do banheiro,vomitam nos quartos,comam ate fezes se deicharmos,vcs acham que estes pacientes tem condiçoes de estar nestas residencias?
    Tem muito deles que eu defendo ,que com o trabalho dos cuidadores eles conseguiram voltar para a sociedade,sem ninguem pra apoiar,por que quem tirou eles de la , aparece uma vez na vida outra na morte ,nao visita as residencias terapeutica.e nem conhece o trabalho que os cuidadores fazem com eles,envolvendo-os em tarefas dentro da casa,levando-os para conhecer o bairro a onde moram,incentivando-os a fazer compra para casa ,sacolao,açougue,ensentivando eles a ter vida propria,frenquentando saloes de beleza,lojas de roupas,encinando a eles o que e respeito pelo proximo,como se comportar perantes as pessoas,a raciocinar,tanto que muitos deles nao aceita falar da vida que eles levaram dentro dos hospitais.Aprenderam com nos cuidadores o que e ter diguinidade,poder andar de cabeça erguida,olhar nos olhos das pessoas e dizer e dai!!! sou doido mesmo!!!e nao devo nada pra ninguem!!
    sou cidadao assim como vc?????
    Espero que com a entrada do novo prefeito alguma mudança aconteça realmente,porque os cuidadores estao muito cançado,e sobrecarregados e ganhando muito pouco.
    Todo trabalhador que e valorizado e respeitado perante a leiii,coisa que nao somos,da uma melhor produçao.
    Quero deixar bem claro que nao concordo com o fechamento dos hospitais ,mas que se isto acontecer realmente antes destes medicos dar alta eles procurem saber mais sobre as residencias terapeuticas,porque nao e todo paciente que aceita voltar para a realidade do nosso mundo.

  9. Comentário por catarina — 3 de maio de 2009 (15:57)

    e frammmm vc tem razao quando fala que mudanças tem que haver.
    EU sou cuidadora e sei o que nos cuidadores passamos com esse povo tudo doido,cada um pior do que o outro.
    As autoridades nao esta nem ai nao soooo!!!!
    Vcs acham que tem alguem que va se entereçar por eles?
    Nao !!!!!eles querem ver este povo doente longe dos hospitais,pra economizar no cofre deles,sabemos que muitos desses dinheiro mandados para as residencias terapeuticas sao desviados pros bouços vc sabe de quem neeee????
    Nos e que somos bobos,deveriamos filmar tirar fotos,pegar depoimentos dos vizinhos que conhece a trajetoria do cuidador,mostar pro prefeito e a nossa sociedade os nossos contra cheques.
    Dentro dessas casas o indice de contaminaçao e muito grande,por causa da porcariada,fora que a maioria tem probremas serio de saude,e os cigarros ,vcs imaginam 8 pc fumando ao mesmo tempo dentro da casa,a gente sabe,os cuidadores passam aperto com o fumo dentro da casa,nao tem mascara luvas,botas nao tem nada!!!!!
    So ha cobranças dessas esploradoras folgadas quem so aparece nas casas quando o bicho esta pegando.Essas coordenadora nao fazem nada ,deveriam fazer curso de cobranças por que e so isto que elas fazem,nao fazem nada para melhorar a alto istima destes pc de saude mental.
    POR ISTO EU DIGO!!!!!!
    JUSTIÇA SOCIAL FEITA EM CIMA DE INJUSTIÇA!!!!

  10. Comentário por ALMIR — 23 de maio de 2009 (17:50)

    como posso fazer parte desse quadro de psicanalista? onde se escrever para trabalhar? ja que sou formado em psicanalise clinica.

  11. Comentário por Alessandra Rates — 12 de junho de 2009 (20:30)

    Nossa… Eu sou paciente psiquiatrica do Instituto Raul Soares e estou indignada com as declarações das trabalhadora. Pelos relatos, parecem empregadas domésticas escravizadas sem direito à insalubridade. E as ‘patroas’, empregadas da Coordenação Saúde Mental PBH, fazem vista grossa e propaganda enganosa para a sociedade. A Prefeitura de Belo Horizonte defende que os pacientes nos hospitais públicos são desrespeitados. Pior é nas Residências Terapêuticas, que mais parecem a ‘Casa da Mãe Joana’, se não for uma Zona Sexual. Moradores e cuidadores não têm respeito e não recebem atenção que merecem das autoridades municipais.
    Há momentos na vida que a morte é muita mais digna

  12. Comentário por ROSILENE GOMES ABRANTES DOS SANTOS — 13 de novembro de 2009 (20:48)

    ESTOU NO 6ºPERÍODO DE PSICOLOGIA E ESTOU PENSANDO TRABALHAR NA ABORDAGEM PSICANALÍTICA, O QUE VC ACHA? ME DÊSUA OPINIÃO POR FAVOR POIS AINDA TENHO MUITAS DÚVIDAS.

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